sexta-feira, 9 de outubro de 2009

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Você ainda nem partiu e eu já sinto. O pior é que, quando voltar, continuará a mesma coisa. Então, eu vou esperar você me ligar e dizer que desistiu de tudo. Que não vai mais sair de casa e nem voltar pra ela.

Por que o outro lado da cama é tão distante?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

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Eles dizem que me farão bem, eles dizem que isso me deixará mais forte.

Não sei o que está entrando no meu corpo, mas não pode ser mais podre do que o próprio.

K


Digo que falta tempo. Você concorda. E se não for verdade? É que o receio parece tomar conta de mim. Tenho receio da palavra medo. Evito, mas sinto. Então você diz que quer tentar me entender, mas é tão difícil. Não ajudo porque parece mais interessante o deixar no meio da minha sujeira. Quer me ler e traduzir. Para que? Não há lógica e, tão pouco, sentimento. Jogo as palavras e você tenta agarrá-las firmemente com as mãos. Deixe-as cair e espalhar seus pedaços quebrados pelo chão.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

J.F.


Deixa guardar qualquer insignificância que faça lembrar a vontade de pertencer.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Avante


Há certo tempo não sentia o vento que costumava me guiar sinuosamente para o norte infindável. Coloquei a mão em meu ombro para consolo próprio. Não sei se pela falta de alguém que pudesse fazer isso por mim ou pelo medo de ter que explicar tudo a esse alguém. A consequência do desabafo é o conselho, e engolir um seria incapaz de me motivar a continuar naquela trincheira.

Estava escondido, mas vulnerável.

A respiração úmida e ofegante ao meu ouvido arrancava aos poucos o resto da minha sanidade. Encontrei-me num dilema: ou padeço sob angústia e acidez ou dou passos largos ao cadafalso.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Internalizar anseios alheios, idealizar objetividade e conceber a subjetividade.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Eu derreti e depois congelei

E aconteceu rápido demais

Parti meu coração em pedaços de razoável paixão e emprestei para quem quisesse

Ninguém devolveu, sequer, os restos

Busquei desesperadamente toda parte que faltava

Corri bocas e corpos, estendi as mãos

Procurei beijos nos rostos e dei minha alma neles

Em vão, troquei sentimentos por pensamentos

Quando a sobriedade sufocou qualquer hesitação

Quando a ebriedade hesitou qualquer comoção

Eu derreti e depois congelei.